sábado, 13 de dezembro de 2008

Importância

A bondade que não é de ouro, o fogo derrete
A verdade que não é de aço, o mar enferruja
A coragem que não é de pedra , o vento corrói

E o caráter? O caráter aqui, nunca foi erguido.

E só.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Não é só beleza

Ela é linda, mas não é só isso
Ela tem um tanto de alma, e eu gostava disso
Sua beleza depois virou lixo e que atraía o luxo
E tudo isso não era nada, é só um pouco confuso

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tem gente, que acha que é gente
E faz com isso uma vida mais contente
Tem gente que nem gente acha que é
E leva a vida sempre assim, ralé

Eu não me acho nada
E sigo na mesma
Sou um pouco de tudo
E um resto de piada

E é melhor assim, quem acha tudo, acaba perdido.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ligação

Ela ligou. Depois de tanto tempo sabia que seria difícil ouvir a sua voz. Ninguém atendeu, e ele já pensou em desistir, deixar para a próxima semana mas não o fez. Esperou mais alguns minutos e ligou novamente. Um alô nostálgico, e a voz doce nunca esteve tão doce, sem saber de quem se tratava, talvez estivesse esperando outra ligação. No meio da ligação risadas, e ele torcia para que ela não notasse sua voz trêmula, quase sem forças, forças que estavam indo embora por tanto prender palavras. Ele não disse tudo o que ele queria dizer, disse apenas o que devia. Ele não disse que a amava. Só disse que sentia saudade.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Há um grito aqui dentro, querendo dizer que você é linda
Há um grito aqui dentro, querendo dizer que você é especial (sofuckingspecial)
Há um grito aqui dentro, querendo dizer que eu ainda te amo
Há um grito aqui dentro, querendo dizer que eu ainda te quero
Há um grito aqui dentro, querendo dizer que só sonho com você

Mas é com o silêncio que eu acordo todo dia, sabendo que não tem mais volta.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Não é ela.

O perfume que ficou em minha roupa, não é o dela, e o jeito de dançar também não é igual ao dela, e as bocas não são nem parecidas. São ensaios do que teria de ser a minha nova vida, sem seu perfume, sua dança e sua boca. São outras, não é ela. Quando fecho os olhos tenho que tomar cuidado, para que eu não pronuncie seu nome, quando coloco as mãos em sua cintura lembro que também não é a mesma. É confuso, sou eu, é a vida e... não... Não é ela.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Não é uma música.

desfoque
e se jogue
amasse o cabelo

toque
deslize
ouça

mas não sinta
mas não deixe cair
mas não o deixe parar

é só seu olhar e mais nada
que pode me fazer parar

não são suas palavras, nem o que você faz
é só o seu olhar